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Um em cada cinco portugueses usa Inteligência Artificial para planear férias, revela estudo do IPAM

Um em cada cinco portugueses usa Inteligência Artificial para planear férias, revela estudo do IPAM

Um em cada cinco portugueses — 21% — já recorre à Inteligência Artificial para planear as férias, segundo o estudo Férias dos Portugueses 2019-2026, do IPAM. O mesmo estudo, realizado entre 15 e 26 de junho junto de 450 pessoas com mais de 18 anos, mostra que 86% usam a internet para preparar viagens, contra 67% em 2019.

O Alentejo Litoral tornou-se o destino nacional mais escolhido, com 60% dos inquiridos que optam por férias em Portugal a preferi-lo. O Algarve caiu de 48% para 30%, enquanto o Norte Litoral subiu de 13% para 38%. No total, 79% dos portugueses planeiam fazer férias este verão, menos do que os 85% registados em 2019, e Portugal perdeu peso como destino face à Europa, passando de 61% para 50% das preferências, enquanto a Europa subiu de 34% para 40%.

Mafalda Ferreira, professora e coordenadora da investigação, atribui a queda do Algarve ao custo: “Temos preços de facto muito elevados no Algarve”, referindo alojamento local, hotelaria e arrendamento de curta duração. O Alentejo surge, segundo a investigadora, “como uma área menos explorada e com preços, apesar de tudo, um bocadinho mais acessíveis”. O orçamento médio previsto para férias sobe de 712 euros por pessoa em 2019 para 750 euros em 2026, mas 43% dos inquiridos dizem que vão gastar menos do que em 2025 e outros 43% pretendem manter o mesmo nível de despesa.

O subsídio de férias continua a ser determinante: 77% dos portugueses recorrem total ou parcialmente a esse rendimento para financiar as férias, sendo que 30% dependem dele inteiramente. A praia mantém-se o principal critério de escolha do destino, embora com menos peso do que em 2019, enquanto o preço e a oferta cultural ganham importância.

Para Mafalda Ferreira, a principal conclusão do estudo é que “o consumidor é hoje co-construtor da viagem e isso não tem volta a dar”. A investigadora considera que as agências de viagens enfrentam desafios, admitindo que “há aqui várias ameaças” para o setor, e que a adaptação passará por “um processo de muito maior acréscimo de valor pela atenção que é dada ao cliente” e por respostas mais personalizadas.