Solverde prevê que mercado nacional represente metade dos hóspedes até ao final de 2026
A Solverde Casinos & Hotéis estima que os hóspedes portugueses possam representar 50% do total de clientes até ao final de 2026, acima dos actuais 40%, segundo Marta Violas, directora de marketing do grupo, em entrevista à TNews.
O grupo renovou no início deste ano as concessões dos casinos de Espinho, Vilamoura, Monte Gordo e Praia da Rocha, e prepara o lançamento de uma nova plataforma digital que concentra reservas, espectáculos e experiências num único sítio.
Em 2025, a Solverde recebeu 229 mil hóspedes e registou uma ocupação média de 59%. No verão de 2026, a ocupação média do grupo situa-se em torno de 70%, com uma diária média (ADR) de 159 euros, acima do período homólogo. As unidades do Algarve aproximam-se da capacidade máxima em vários períodos de julho e agosto. O Hotel Casino Chaves regista um crescimento de 8% nas dormidas no primeiro semestre de 2026.
Após os portugueses, Espanha mantém-se como principal mercado emissor, apesar de uma ligeira quebra. A Alemanha cresceu 16%. Os mercados com maior crescimento são os Estados Unidos e o Brasil. Marta Violas defende que o turismo nacional deve apostar cada vez mais nestes dois mercados, tendo em conta o elevado poder de compra dos viajantes norte-americanos e a preferência por estadias mais longas.
Nova plataforma digital e meta de 20% de crescimento nas reservas directas
A nova plataforma digital, descrita pelo grupo como o primeiro investimento visível ao público após a renovação das concessões, permite reservar alojamento, adquirir bilhetes para espectáculos e marcar experiências sem sair do sítio da Solverde.
O grupo estima um aumento de cerca de 20% nas reservas directas no próximo ano. Na área da inteligência artificial, a abordagem é gradual, começando pela eficiência das equipas na análise de dados e no apoio ao marketing e à operação. Em matéria de sustentabilidade, 85% da energia consumida pelas unidades hoteleiras provém de fontes renováveis.
Marta Violas identifica talento, custos operacionais e transformação digital como os principais desafios do sector. Considera que a atracção e retenção de pessoal qualificado é a maior dificuldade estrutural, sobretudo em regiões com forte sazonalidade, e que os operadores que não investirem em canais directos e tecnologia própria ficarão dependentes de intermediários. Para o segundo semestre de 2026, a directora de marketing prevê um fecho de ano superior a 2025, e acredita que o Norte de Portugal, nomeadamente Espinho, ganhará atractividade como destino balnear face ao aumento de custos noutras regiões costeiras.
fonte TNews