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Sindicato usa ambulância que socorreu Marcelo em Vila Real de Santo António para contestar plano do INEM

Sindicato usa ambulância que socorreu Marcelo em Vila Real de Santo António para contestar plano do INEM

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alertou esta quinta-feira que a ambulância que transportou o ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa ao hospital na quarta-feira, sediada em Vila Real de Santo António, está prevista para ser convertida em viatura ligeira sem capacidade de transporte de doentes.

O presidente do STEPH, Rui Lázaro, afirmou que, se a conversão já estivesse em vigor, Marcelo Rebelo de Sousa teria de aguardar outra ambulância, num dia em que, segundo o dirigente, “havia um problema de escassez de ambulâncias no Algarve“. Lázaro admitiu que a contestação dos trabalhadores possa endurecer caso o plano não seja travado.

O INEM confirmou a transferência das ambulâncias de emergência médica para as Unidades Locais de Saúde (ULS) e a transformação das actuais ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) — com enfermeiro e técnicos de emergência pré-hospitalar — em viaturas ligeiras, que podem prestar assistência no local mas não transportar doentes.

No final de Julho, o presidente do INEM, Luís Cabral, recusou qualquer desmantelamento do dispositivo, incluindo a retirada de 100 ambulâncias apontada pelos trabalhadores.

Rui Lázaro criticou a entrevista de Luís Cabral à Antena 1 e à RTP divulgada hoje — dia em que está agendada uma reunião do sindicato com a comissão de trabalhadores do INEM —, classificando-a como uma “atitude desesperada” que surge “no seguimento dos ziguezagues e dos recuos a que já se viu obrigado”.

O dirigente acusou ainda o presidente do INEM de tentar “desvalorizar as estruturas que representam os trabalhadores“.

O STEPH tinha entregue em Junho um manifesto na Presidência da República a alertar para as consequências das mudanças no INEM, indicando que a alteração da tipologia das viaturas SIV para veículos ligeiros aumentaria o tempo de chegada a uma urgência em várias regiões do país.

Rui Lázaro considerou que o Governo não pode ignorar os avanços e recuos na gestão do instituto e sugeriu que a entrada em vigor da nova lei orgânica podia ser aproveitada para nomear “um Conselho de Administração com mais competência para gerir os destinos do instituto”.

fonte: agência LUSA