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Natureza

Semana de Ambiente 2026 leva a debate decisões cruciais na água, energia e resíduos

Semana de Ambiente 2026 leva a debate decisões cruciais na água, energia e resíduos

Num momento de encruzilhada para as políticas de sustentabilidade em Portugal, a Semana de Ambiente 2026 promete ir além dos habituais diagnósticos e anúncios de investimento. A iniciativa, promovida pelo Jornal Água&Ambiente, decorrerá entre os dias 19 e 26 de novembro, reunindo decisores, especialistas e entidades gestoras para confrontar doze questões estruturais e prementes que moldam os setores da água, energia e resíduos.

O arranque está marcado para os dias 19 e 20 de novembro com a 21.ª Expo Conferência da Água. Em análise estará o impacto real do plano estratégico “Água que Une”, dotado de 5 mil milhões de euros, vinte meses após o seu anúncio, bem como a urgência de travar as perdas crónicas de água nas redes. Em cima da mesa estará igualmente a reflexão sobre o valor estratégico do recurso hídrico — incluindo a concessão de barragens como a do Cabril — e a aplicação de um novo regulamento tarifário que reflita os custos reais sem desproteger os consumidores.

A 23 e 24 de novembro, as atenções viram-se para o 14.º Fórum Energia, centrado nos custos e limites da transição energética. O debate vai abordar o equilíbrio entre o avanço acelerado das renováveis e o impacto na paisagem e biodiversidade, a distribuição dos encargos de armazenamento entre investidores e consumidores, e o impasse nas concessões de baixa tensão, pendentes desde 2017. O regresso da discussão em torno da energia nuclear, impulsionada pelo desenvolvimento europeu dos pequenos reatores modulares (SMR), será outro dos temas em destaque.

A iniciativa encerra nos dias 25 e 26 de novembro com a realização do 20.º Fórum Resíduos, num contexto de forte pressão devido à saturação iminente dos aterros e às metas de reciclagem por cumprir.

O fórum escrutinará a eficácia da nova estratégia TERRA+, a viabilidade de investimentos em valorização energética sem recurso a apoios públicos e o modelo financeiro das autarquias, que continuam a suportar custos crescentes sem as contrapartidas desejadas.

Em análise estarão também as pesadas penalizações financeiras associadas à gestão de embalagens plásticas e resíduos elétricos, cujos custos acumulados ameaçam sobrecarregar o setor.