Movimento cívico exige verbas no OE2027 para reabilitação da EN125 entre Olhão e Vila Real de Santo António
O Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125 – Sotavento enviou uma carta aberta aos deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Faro a exigir a consignação de verbas no Orçamento do Estado para 2027 para a reabilitação total do troço oriental da Estrada Nacional 125, entre Olhão e Vila Real de Santo António.
O movimento denuncia piso degradado, iluminação escassa, falta de segurança rodoviária e pedonal, ausência de bermas transitáveis e sinalização deficiente ao longo do eixo, considerando a via um dos troços mais perigosos do país. Aponta cruzamentos e entroncamentos como pontos negros recorrentes onde se registam colisões graves e atropelamentos fatais.
O texto recorda que a promessa de requalificação integral do troço se arrasta há mais de uma década, com anúncios governamentais sucessivamente não cumpridos e resoluções parlamentares ignoradas. O movimento sublinha que a abertura da Variante de Olhão, em maio de 2026, aliviou o trânsito urbano naquela cidade, mas que o restante traçado oriental continua sem intervenção estrutural. Recorda ainda que os actuais governantes, quando na oposição, defendiram que o Estado devia assumir a requalificação da estrada — à semelhança do que fez com o túnel do Marão — e resolver depois a situação com os tribunais, no diferendo entre a Infraestruturas de Portugal e a subconcessionária Rotas do Algarve Litoral.
O movimento critica o que descreve como um “fosso discriminatório” face aos investimentos realizados noutras zonas da mesma estrada, nomeadamente no Barlavento algarvio, e acusa o Estado de tratar os utentes do Sotavento como “cidadãos de segunda classe”. Alerta também para o impacto económico da situação, argumentando que o estado da via prejudica o turismo e a mobilidade de mercadorias e trabalhadores nos concelhos de Olhão, Tavira, Castro Marim e Vila Real de Santo António.
A carta exige que os deputados pelo círculo de Faro proponham, negociem e viabilizem as dotações financeiras necessárias no OE2027, advertindo que “estarão atentos” ao comportamento dos eleitos.


