Marcha lenta de empresários das terraplanagens em Coimbra pode resultar em reunião com ministro
Cerca de 450 viaturas de 117 empresas ligadas às terraplanagens percorreram esta quinta-feira, 25 de setembro, aproximadamente 150 quilómetros entre Lordelo e Coimbra Sul numa marcha lenta para exigir medidas face ao aumento do preço dos combustíveis.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu que o setor “tem sido esquecido” e marcou uma reunião com os promotores para segunda-feira.
O advogado representante dos promotores, Miguel Machado Mendes, considerou a declaração do ministro “a primeira vitória” da iniciativa. “Quando nós notamos que é um problema, é o primeiro passo para que se possam apresentar soluções. É isso que se pede“, afirmou.
A marcha partiu às 07h40 da entrada de Lordelo na A42, seguiu pela A41 e depois pela A1, chegando ao nó de Coimbra Sul pelas 12h30, sem incidentes.
Miguel Pinto Luz reconheceu, à margem de um evento em Cascais, que os empresários das terraplanagens são “transportadores que, muitos deles, são detentores da sua própria frota e que não foram ou que não são englobados nem nestas [últimas medidas], nem em nenhumas do passado, deste ou de outro Governo“. O ministro garantiu estar “a analisar as pretensões” do setor.
A principal reivindicação do setor prende-se com a escalada do preço do gasóleo, que entre 27 de fevereiro e a data da manifestação passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos.
As empresas de extração de inertes, transportes e movimentação de terras afirmam que o gasóleo representa cerca de 70% do preço final que apresentam aos clientes, tornando a situação “insustentável”.