Habitantes do Barroso contestam servidões administrativas para prospeção de lítio e pedem apoio nacional
Moradores das terras do Barroso, no Norte de Portugal, afectados pelas servidões administrativas aprovadas pelo governo para prospeção de lítio, manifestam a sua oposição à ocupação dos seus terrenos pela empresa Savannah e apelam à solidariedade de todo o país.
Em declarações públicas, os habitantes descrevem um modo de vida assente na agricultura, na caça, na pesca e no uso livre da serra — terrenos herdados de gerações anteriores — que consideram estar a ser posto em causa pelas licenças concedidas. A servidão administrativa autoriza a Savannah a ocupar esses terrenos sem o consentimento dos proprietários.
Os moradores acusam o governo de servir interesses privados em detrimento da população local, e descrevem o quotidiano actual como marcado pela presença de segurança privada e pela ocupação de terras que consideram ilegítima.
Os afectados dizem contar com a indignação de outros cidadãos pelo país e anunciam que vão continuar a resistir ao projecto mineiro. Pedem que a sua história seja partilhada para que o caso ganhe dimensão de debate nacional.


