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Falta um milhão de bitcoin para atingir o limite máximo de emissão da criptomoeda

Falta um milhão de bitcoin para atingir o limite máximo de emissão da criptomoeda

Cerca de um milhão de bitcoin ainda não foram emitidos, dos 21 milhões que constituem o limite máximo previsto no protocolo criado por Satoshi Nakamoto em 2009. O ritmo de emissão abranda progressivamente por design: a cada 210 000 blocos minerados, a recompensa atribuída aos mineradores é reduzida a metade, num mecanismo conhecido como halving. As estimativas actuais apontam para que o último bitcoin seja emitido por volta do ano 2140.

A escassez prevista no protocolo é, porém, agravada por um factor externo: uma parte dos bitcoin já emitidos tornou-se permanentemente inacessível. Carteiras digitais cujas chaves privadas foram perdidas, suportes físicos destruídos, passwords esquecidas e transferências acidentais para endereços inválidos retiraram de circulação uma quantidade estimada entre 3 e 4 milhões de bitcoin, segundo estudos da empresa de análise Chainalysis. Esses activos existem no registo da cadeia de blocos mas não podem ser movimentados por ninguém.

O efeito combinado dos dois fenómenos — limite de emissão e moedas irrecuperáveis — reduz a oferta efectiva disponível no mercado. Com uma procura que tem crescido, nomeadamente após a aprovação de fundos de investimento cotados em bolsa referenciados ao bitcoin nos Estados Unidos em Janeiro de 2024, a contracção da oferta tende a exercer pressão ascendente sobre o preço, segundo economistas especializados em mercados digitais.

A escassez tem também implicações para a segurança da rede. Os mineradores, responsáveis por validar transacções, são hoje remunerados pela combinação entre a recompensa por bloco e as taxas pagas pelos utilizadores. À medida que a recompensa por bloco se aproxima de zero, as taxas de transacção terão de suportar sozinhas o incentivo económico à mineração. Se esse incentivo não for suficiente, a rede poderá tornar-se menos segura — um debate técnico ainda sem resposta definitiva na comunidade que desenvolve o protocolo.

O bitcoin é a criptomoeda com maior capitalização de mercado do mundo. À data de publicação desta notícia, cerca de 19,85 milhões de unidades já foram emitidas, representando aproximadamente 94,5 por cento do total possível.

com Claude, alerta de José Vizner