Destroços de draga sem sinalização na barra de Armona
Uma embarcação de recreio colidiu no dia 17 de agosto, por volta do meio-dia, com os destroços de uma draga afundada junto à barra do Lavajo/Armona, perto de Olhão, ficando com graves danos e o motor partido.
O alerta foi dado pelo cidadão Nuno Graça nas redes sociais, onde denuncia que os destroços continuam sem balizagem mais de oito anos após o afundamento.
A draga afundou-se a 16 de janeiro de 2018 naquela zona de navegação. A embarcação tinha cerca de 80 metros de comprimento, pesava aproximadamente 450 toneladas e ficou com o casco destruído e rasgado em vários pontos. Em maré baixa, os destroços ficam quase à superfície da água.
Nuno Graça refere que, por sorte, nenhum dos tripulantes ficou ferido, mas que as consequências poderiam ter sido trágicas. Após o incidente, apresentou um protesto de mar na Capitania do Porto de Olhão e comunicou a situação ao Clube Naval de Faro, do qual é sócio há 40 anos.
Segundo verificou no local depois da ocorrência, os destroços continuavam sem qualquer sinalização.
A zona em causa situa-se na Ria Formosa, uma área de navegação intensa frequentada por pescadores, embarcações profissionais, residentes e turistas. A ausência de balizagem numa estrutura submersa desta dimensão representa um risco permanente para quem ali navega.
Nuno Graça pede a sinalização imediata do local, a remoção dos destroços e a apuração de responsabilidades pela situação, que se mantém desde janeiro de 2018 sem resolução conhecida.