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Criada comissão de acompanhamento da mina da Borralha

Montalegre – Uma comissão com representantes locais, autarquias e universidade vai acompanhar a exploração de tungsténio na mina da Borralha, em Montalegre. O projeto da Minerália obteve parecer favorável condicionado da Agência Portuguesa do Ambiente em janeiro.

A Comissão de Acompanhamento e Observatório Social da mina da Borralha tomou posse com 11 entidades, incluindo a Câmara de Montalegre, a Junta de Freguesia de Salto, a Universidade do Minho e várias associações locais.

A empresa Minerália Minas, Geotecnia e Construções pretende explorar tungsténio de forma subterrânea numa área mineira que esteve ativa até 1986.

O projeto obteve parecer favorável condicionado da APA em janeiro, sujeito ao cumprimento de medidas de monitorização. A comissão inclui também representantes dos baldios de Paredes, bombeiros voluntários de Salto, moradores da aldeia das Minas da Borralha, agricultores locais e várias associações culturais e desportivas da região.

Durante a consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental, entre outubro e novembro de 2025, foram recebidas 653 participações. A principal preocupação centrou-se na captação para abastecimento público da barragem da Venda Nova, localizada a jusante da mina.

A Minerália garantiu que a exploração utilizará água reciclada em circuito fechado, aproveitando a água da chuva acumulada nas galerias subterrâneas desde o encerramento da antiga exploração, sem captação de recursos hídricos naturais.

As minas da Borralha funcionaram entre 1903 e 1986, tendo sido um dos principais centros de exploração de volfrâmio em Portugal. O tungsténio é considerado material estratégico militar, usado em munições e equipamentos de defesa.

com Lusa