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Bastonária da Ordem dos Psicólogos alerta para salários baixos e precariedade no setor social

A bastonária da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), Sofia Ramalho, alertou a 3 de julho, em Almada, para as dificuldades dos psicólogos que trabalham no setor social, defendendo a revisão do modelo de financiamento das estruturas de apoio social para evitar a saída destes profissionais.

“A população mais vulnerável precisa de respostas permanentes, mas os projetos onde trabalham muitos psicólogos são temporários. E as condições em que trabalham, com salários muito abaixo dos praticados noutros setores, fazem com que muitos ponderem sair”, afirmou Sofia Ramalho. A bastonária considerou “fundamental que o modelo de financiamento destas estruturas seja revisto, caso contrário, vai ser muito difícil fixar psicólogos nestas organizações”.

A bastonária identificou os contextos de intervenção afectados: crianças institucionalizadas, idosos, vítimas de violência doméstica e de agressão sexual, pessoas migrantes, pessoas em situação de sem-abrigo, pessoas com deficiência e pessoas com dependências.

As declarações foram feitas durante a iniciativa “OPP + Próxima”, promovida pela Delegação Regional do Sul da OPP. A jornada incluiu visitas à Santa Casa da Misericórdia de Almada, à Unidade Local de Saúde Almada-Seixal, no Hospital Garcia de Orta, e à Escola Secundária Cacilhas-Tejo, além de reuniões com psicólogos do concelho e com o vice-presidente da Câmara Municipal de Almada.

O programa terminou com uma tertúlia sobre Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção. A Ordem esteve representada pela bastonária, pelos vice-presidentes Alexandra Antunes e Daniel Teixeira Coelho, pelo vogal Renato Gomes Carvalho e, pela Delegação Regional do Sul, pelo presidente Miguel Coutinho e pelos vogais Hugo Santos e Dinis Catronas.