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Alcoutim e Mértola na expansão da fibra óptica

Alcoutim e Mértola na expansão da fibra óptica

A expansão da rede de fibra óptica para as zonas brancas do país já tem obras no terreno em duas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), mas o Governo admitiu esta segunda-feira que o processo pode demorar até dois anos a concluir.

O alerta foi feito pelo secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, na Comissão parlamentar homónima.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, recordou que os contratos com a operadora DSTelecom foram assinados a 3 de julho, em Carrazeda de Ansiães, depois de um concurso que se prolongou por causa de incidentes processuais e judiciais, incluindo uma acção de um concorrente que suspendeu temporariamente o processo. Noutras regiões, as obras aguardam ainda o visto do Tribunal de Contas.

O projecto abrange cerca de 415 mil edifícios em zonas brancas — territórios de baixa densidade sem cobertura de rede —, que passarão a ter acesso a fibra óptica.

O concurso tinha sido lançado em Dezembro de 2023 pelo anterior executivo socialista, ao abrigo da Estratégia Nacional para a Conectividade em Redes de Comunicações Electrónicas 2023-2030, que prevê cobertura gigabit para toda a população até 2030.

O financiamento público do projecto é de 30 milhões de euros, repartidos entre fundos FEDER do Portugal 2030 e receitas do leilão 5G. Os contratos foram celebrados entre as cinco CCDR do continente e a DSTelecom.

As zonas brancas concentram-se sobretudo no interior do país, incluindo concelhos como Alcoutim e Mértola, entre os territórios de menor densidade que esta empreitada pretende cobrir.

com Lusa