Via Verde acelera aumentos em abril sob o novo domínio total da Brisa

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Tarifários de mobilidade sobem até 25% após a Brisa ter assegurado 100% do capital da empresa. Saiba quanto vai custar a viagem entre o Algarve e Lisboa.

A rede de transportes em Portugal prepara-se para um novo ciclo de custos. A partir de 10 de abril, a Via Verde aplica uma nova tabela de preços que penaliza sobretudo quem utiliza o identificador para serviços além das autoestradas. Esta atualização surge num momento estratégico: a Brisa acaba de concluir a compra dos 25% da Ascendi, tornando-se a proprietária exclusiva da tecnológica de pagamentos.

A estratégia da empresa foca-se agora na segmentação. Enquanto o plano base (Autoestrada) sofre um ajuste marginal, as modalidades de conveniência dão um salto significativo:

  • Via Verde Mobilidade: Sobe de 1,75 € para 1,99 €/mês. Um aumento anual que fixa o serviço nos 23,49 €.
  • Mobilidade Leve (Uso ocasional): Sofre um agravamento de 40 cêntimos, passando a custar 2,49 € por cada mês em que o dispositivo é detetado em parques, bombas de combustível ou ferries.

Para um condutor que realize o trajeto entre o Sotavento Algarvio e a capital, o impacto é duplo. Além da mensalidade do serviço, as portagens na A22 e na A2 já refletem as atualizações de 2026.

  • Custo de Portagens (Classe 1): O trajeto completo fixa-se agora nos 28,90 €.
  • Viagem de Ida e Volta: Um utilizador do plano “Mobilidade” que estacione num parque pago em Lisboa gastará, entre taxas de serviço e portagens, cerca de 59,79 € (excluindo combustível).

A Consolidação do Monopólio

A investigação apurou que esta subida de preços coincide com a saída definitiva da Ascendi da estrutura acionista. Com o controlo de 100% do capital, a Brisa tem agora o caminho livre para integrar a Via Verde num ecossistema fechado de Mobility as a Service (MaaS).

Especialistas do setor indicam que este movimento visa não só amortizar a aquisição da participação da Ascendi, mas também financiar a transição tecnológica obrigatória para os novos identificadores com tecnologia MDR, essenciais para a interoperabilidade europeia.

CASTRO MARIM

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