Salvamento arriscado

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𝗡𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗿𝗶𝗮 𝗲 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗼𝘀𝗮 𝘁𝗮𝗿𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗼𝘂𝘁𝘂𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟬𝟱, 𝗮 𝗦𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗧𝗮𝘃𝗶𝗿𝗮 𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗮-𝘀𝗲 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗰𝗶𝗻𝘇𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗼, 𝗼 𝘃𝗲𝗻𝘁𝗼 𝘂𝗶𝘃𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝗱𝗿𝗼𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗲 𝗮 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗮 𝘁𝗲𝗶𝗺𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝗶𝗿, 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗮𝘀𝗳𝗮𝗹𝘁𝗼 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝗮𝗿𝗺𝗮𝗱𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗶𝗮.

Foi nesse cenário implacável que o alerta soou, cortando a monotonia da tarde: um despiste violento na estrada sinuosa que serpenteava pela serra, um carro precipitado numa ravina íngreme, com uma vida esmagada entre oi carro e o terreno.

A notícia correu pelos centros operacionais como um choque elétrico, em poucos minutos, a engrenagem complexa do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e do Sistema Integrado de Proteção e Socorro (SIOPS) ativou-se.

O cenário era desolador. O veículo estava irreconhecível, entalado entre rochas e vegetação, a dezenas de metros da estrada. Por baixo, uma pessoa, a vítima que gemia, com ferimentos graves e o tempo a esgotar-se rapidamente.
A cada minuto que passava, a hipotermia e o choque eram ameaças tão grandes quanto os próprios ferimentos.
O local era inacessível e a decisão foi rápida: seria necessário um helicóptero com um recuperador salvador.

O pedido foi enviado e, pouco depois, o som distante das pás a fustigar o ar anunciava a sua chegada.

O piloto, com uma perícia notável, pairava sobre a ravina, lutando contra o vento forte e a visibilidade reduzida, enquanto um recuperador agarrado a um cabo era descido até ao local por um guincho.
No solo, após horas de trabalho hercúleo, os bombeiros conseguiram finalmente libertar a vítima dos destroços e com a máxima delicadeza, a vítima foi imobilizada e preparada para a subida.

Lentamente, metro a metro, a vítima foi içada da escuridão da ravina, emergindo das profundezas para a luz ténue do fim da tarde.

No helicóptero, a equipa médica já lá aguardava, pronta para estabilizar a vítima e iniciar o transporte urgente para o hospital.

Aquele dia foi um testemunho vivo da resiliência, coragem e, acima de tudo, da coordenação perfeita entre os diferentes corpos do SIEM e do SIOPS.

Naquela tarde fria e chuvosa de 2005, na Serra de Tavira, não foi apenas uma vida que foi salva; foi a prova de que, quando a adversidade ataca, a união e o profissionalismo são a nossa maior garantia de esperança.

Um relato de João Horta Subchefe de 1ª emSAFEPLACE52


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