Após a tempestade, o prejuízo: Baixo Guadiana contabiliza danos em infraestruturas fluviais

AMM Mértola Informação - Autor

    Os concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António iniciaram esta semana a contabilização dos prejuízos causados pelas tempestades Kristin e Leonardo.

    Apesar da descida gradual do nível do Rio Guadiana, a região permanece em situação de contingência até ao próximo dia 15 de fevereiro, com as autoridades locais a monitorizarem de perto as descargas das barragens e o estado das infraestruturas ribeirinhas, severamente fustigadas pela subida das águas.

    Em Alcoutim, o cenário é de recuperação lenta. Embora o caudal tenha estabilizado, as zonas baixas da vila e das localidades de Guerreiros do Rio e Laranjeiras apresentam danos graves em quiosques, lavandarias e, sobretudo, nos cais de acostagem, muitos deles “completamente destruídos”, segundo a autarquia. A navegação no troço internacional do rio permanece sob forte vigilância devido à presença de detritos e à força da corrente.

    Mais a sul, em Vila Real de Santo António e Castro Marim, a preocupação centra-se no escoamento das águas pluviais. O “efeito tampa” na foz do Guadiana, exacerbado pelas descargas a montante, mantém em alerta as equipas de Proteção Civil, especialmente durante os períodos de preia-mar.

    O Governo já mobilizou um pacote de apoio que pode chegar aos 2,5 mil milhões de euros para os 68 concelhos afetados no país. As empresas do Baixo Guadiana podem já aceder a linhas de crédito para reconstrução e pedidos de isenção de contribuições à Segurança Social, caso comprovem quebra de capacidade produtiva.

    Por GEM-Digi

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