A aldeia de Alta Mora, no interior do concelho de Castro Marim, voltou a transformar-se num polo de encontro e celebração com a 5.ª edição do Festival das Amendoeiras em Flor, um evento que une natureza, cultura e resistência comunitária.
A sessão de abertura contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, e da presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, cuja participação foi recebida com especial reconhecimento pela população e pela organização.
Um festival que afirma o interior
Na intervenção inicial, foi sublinhado o simbolismo da presença das autoridades nacionais e locais. “A vossa presença simboliza o compromisso e a valorização de uma região que preserva a sua identidade”¹, afirmou um dos oradores, destacando o papel do festival na promoção do interior algarvio.
A presidente da Câmara, Filomena Sintra, foi várias vezes referida como parceira essencial na construção do evento ao longo dos anos. A sua presença constante desde os primórdios do projeto foi lembrada com gratidão: “A senhora Presidente da Câmara… desde 2003 ou 2000 que está cá connosco”², afirmou Walter Matias, líder da associação organizadora.
O esforço de uma comunidade que não desiste
A preparação desta edição foi marcada por condições meteorológicas adversas, mas a resiliência da população falou mais alto. “Foram três meses de intenso trabalho… Tivemos que desmontar, tivemos que montar, mas não desistimos”³, recordou Matias, sublinhando o contributo dos cerca de 200 voluntários envolvidos.
A autarca Filomena Sintra foi destacada como presença ativa e solidária durante todo o processo, acompanhando a organização “neste ritmo infernal, que foi baixo de chuva, de vento”⁴. O agradecimento público reforçou a ligação entre o município e a aldeia, num esforço conjunto para manter vivo o interior do concelho.
Uma aldeia envelhecida que se reinventa
Alta Mora tem hoje apenas cerca de 20 habitantes permanentes, muitos deles idosos. O festival é, por isso, mais do que um evento cultural: é uma estratégia de revitalização. “Aqui há uns anos eram 1.000, agora cerca de 500 habitantes”⁵, lamentou Matias, defendendo que iniciativas como esta ajudam a criar pequenas dinâmicas económicas e a atrair visitantes.
Um dos momentos mais simbólicos foi a referência às amendoeiras decorativas criadas a partir de árvores queimadas no incêndio de 2021. “Isto é tudo trabalho manual, feito pelas pessoas da terra com 70, 80 anos”⁶, destacou o dirigente, homenageando aqueles que considera “a alma deste evento”.
A força das parcerias
Além da Câmara Municipal, foram reconhecidos os apoios da Junta de Freguesia, da Caixa Agrícola e da associação ADRIP, cuja equipa “é o nosso braço direito, o esquerdo e tudo o meio”⁷.
Cultura, natureza e identidade
O festival oferece música, teatro, caminhadas e animação de rua, convidando visitantes a descobrir um Algarve interior autêntico, longe dos circuitos turísticos tradicionais.
A mensagem final da organização foi clara: Alta Mora quer continuar viva — e precisa de todos para isso.
Notas de rodapé (citações diretas do documento)
- “A vossa presença simboliza o compromisso e a valorização de uma região…”
- “A senhora Presidente da Câmara… desde 2003 ou 2000 que está cá connosco.”
- “Foram três meses de intenso trabalho… Tivemos que desmontar, tivemos que montar, mas não desistimos.”
- “A Câmara… também nos acompanharam neste ritmo infernal, que foi baixo de chuva, de vento.”
- “Aqui há uns anos eram 1.000, agora cerca de 500 habitantes.”
- “Isto é tudo trabalho manual, feito pelas pessoas da terra com 70, 80 anos.”
- “Eles são o nosso braço direito, o esquerdo e tudo o meio.”
Se quiseres, posso também preparar uma versão mais curta para redes sociais, ou uma versão institucional para a Câmara Municipal ou para a Associação de Amigos de Alta Mora.

