Quercus exige transparência no uso da água armazenada nas barragens portuguesas

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A organização não governamental de ambiente Quercus lançou hoje um comunicado expressando profunda preocupação com a falta de informação detalhada e acessível ao público relativamente à gestão e destino da água atualmente armazenada nas barragens portuguesas.

Num contexto de aparente abundância hídrica, após períodos de seca severa que assolaram o país, a Quercus considera crucial que os cidadãos tenham acesso a informação clara e rigorosa sobre os planos de utilização destes recursos.

O comunicado da Quercus surge num momento em que as barragens portuguesas apresentam níveis de armazenamento significativamente superiores aos verificados nos últimos anos.

Esta situação, apesar de positiva, levanta questões pertinentes sobre as prioridades e estratégias para o uso desta água, nomeadamente no que diz respeito ao abastecimento público, agricultura, produção de energia e manutenção dos caudais ecológicos.

«É imperativo que o Governo e as entidades responsáveis pela gestão da água garantam a máxima transparência e prestação de contas no que concerne à utilização deste recurso essencial,» afirma o comunicado da Quercus. «Os portugueses têm o direito de saber como esta água será utilizada, qual o impacto ambiental previsto e quais as medidas implementadas para garantir a sua utilização sustentável a longo prazo.»

A organização ecologista sublinha que a informação deve ser acessível a todos, independentemente da sua formação ou localização geográfica. Nesse sentido, a Quercus apela à disponibilização de dados detalhados, em formatos compreensíveis e fáceis de consultar, sobre:

A informação deve ser apresentada e atualizada com o histórico dos níveis de água em todas as barragens relevantes; apresentar detalhes sobre a distribuição da água para diferentes setores (abastecimento, agricultura, indústria, energia); dar nota do impacto ambiental e conter avaliações dos potenciais impactos da utilização da água nos ecossistemas fluviais e lacustres.

Também se requer informação sobre os caudais mínimos garantidos para a manutenção da saúde dos rios e detalhes sobre as estratégias e práticas implementadas para garantir a utilização eficiente e sustentável da água.

A Quercus recorda que o acesso à informação é um direito fundamental e um elemento essencial para a participação informada dos cidadãos nas decisões que afetam o ambiente e o futuro do país.

A organização compromete-se a acompanhar de perto a situação e a denunciar quaisquer opacidades ou irregularidades na gestão da água armazenada nas barragens portuguesas. A

exigência de transparência da Quercus ecoa as preocupações de muitos portugueses que, após períodos de seca, pretendem garantir que a água agora abundante seja gerida de forma responsável e sustentável, assegurando o abastecimento futuro e a preservação dos ecossistemas.

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