A Algar Orange, associação que representa os principais operadores de citrinos do Algarve, emitiu este sábado um comunicado onde traça um cenário negro para o setor após os eventos climáticos extremos que assolaram a região.
A organização alerta para perdas avultadas na produção e danos estruturais que colocam em risco a sustentabilidade das empresas e o emprego regional.
Impacto nas Explorações – Segundo o documento, a magnitude da calamidade resultou não só na queda prematura de fruto, mas também na destruição de infraestruturas essenciais, como sistemas de rega e vedações.
A associação sublinha que a capacidade de recuperação dos produtores está “no limite”, especialmente após sucessivos anos de seca extrema, agora agravados por este fenómeno de precipitação e ventos violentos.
Exigência de Medidas Extraordinárias – A Algar Orange defende que as linhas de crédito habituais são insuficientes para a realidade atual. O setor exige:
Apoios a fundo perdido para a reconstrução de infraestruturas; agilização dos seguros agrícolas, cujas coberturas são frequentemente consideradas desadequadas pelos produtores; e isenções temporárias de contribuições sociais para garantir a manutenção dos postos de trabalho.
«A citricultura é o motor económico do Algarve. Sem um plano de contingência robusto, corremos o risco de ver pomares abandonados e uma perda de competitividade irreparável face aos mercados externos>», afirma a associação no comunicado.

