Risco de cheias aumenta devido a descargas de barragens e influência das marés

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Alerta no Baixo GuadianaRisco de Cheias Aumenta Devido a Descargas de Barragens e Influência das Marés

Os concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António declararam, na tarde de 4 de fevereiro, a Situação de Alerta de âmbito municipal.

A decisão, tomada às 16h00, surge em resposta ao risco hidrológico elevado que ameaça provocar cheias significativas no troço internacional e terminal do Rio Guadiana, uma área historicamente vulnerável na fronteira entre o Algarve e o Alentejo.

Esta medida excecional justifica-se por uma conjunção perigosa de fatores. O caudal do Guadiana aumentou de forma sustentada e significativa, impulsionado pelas descargas massivas das barragens de Alqueva e Pedrógão, em Portugal, e da barragem de Chança, em Espanha.

Este volume de água extraordinário é agravado pela precipitação persistente que tem afetado toda a bacia hidrográfica.

Contudo, o fator mais crítico reside na zona estuarina: a conjugação da previsão de caudais elevados nas próximas horas com a influência das marés no estuário do Guadiana está a condicionar drasticamente a capacidade de escoamento do sistema fluvial.

Este cenário traduz-se num risco acrescido para toda a zona ribeirinha dos respetivos concelhos.

As autoridades alertam para potenciais impactos em pessoas, bens, infraestruturas, acessibilidades e atividades económicas.

A declaração de alerta permite a ativação imediata de mecanismos excecionais de coordenação e resposta para mitigar os danos.

Em articulação estreita com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) – enquanto Autoridade Nacional de Segurança de Barragens – e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os municípios ativaram os Centros de Coordenação Operacional Municipal (CCOM).

Entre as medidas já adotadas, contam-se o acompanhamento contínuo da evolução hidrográfica do rio, a articulação permanente com os gestores das barragens para a modulação das descargas, e o reforço da vigilância em zonas historicamente vulneráveis.

Foi igualmente determinado o encerramento preventivo de vias de comunicação e rodoviárias afetadas por cheias ou com risco iminente de inundação, com a participação ativa dos corpos de bombeiros, forças de segurança e Autoridade Marítima Nacional.

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