Duelo de Estrelas Prometem Competição Histórica
A 52.ª edição da Volta ao Algarve (ProSeries) foi oficialmente apresentada em Faro, revelando um percurso de cinco etapas que se estenderá entre 18 e 22 de fevereiro de 2026.
Com um total de 697,41 quilómetros cronometrados, a organização promete uma corrida mais dinâmica, imprevisível e exigente, desenhada para intensificar o duelo entre os melhores trepadores e contrarrelogistas do pelotão internacional.
A prova, que se mantém como a única corrida portuguesa por etapas integrada no prestigiado circuito mundial ProSeries, confirmou a presença da líder do ranking UCI de 2025, a UAE Team Emirates-XRG, e um leque impressionante de estrelas, sublinhando o estatuto da Volta como montra de excelência para o turismo algarvio.
O Traçado Mais Dinâmico: Fóia Mais Dura e Pontos Quentes
A arquitetura da edição de 2026 introduz várias novidades táticas. A principal alteração reside na abordagem aos dois momentos de montanha cruciais.
A subida ao Alto da Fóia (Serra de Monchique), na 2.ª etapa (19 de fevereiro), será feita por uma ascensão inédita, mais seletiva e com características de um prémio de 1.ª categoria, incluindo troços com inclinações sustentadas a 14%.
Este novo final visa tornar a etapa mais decisiva e favorecer os trepadores puros, tal como referiu o diretor de prova, Ezequiel Mosquera.
Outra inovação chave é a introdução generalizada dos “Pontos Quentes” (metas volantes bonificadas), especialmente visíveis logo na estreia.
A 1.ª etapa, que arranca em Vila Real de Santo António (nova cidade de partida) e termina em Tavira, contará com o “quilómetro de ouro”, onde três sprints bonificados estarão concentrados num troço de empedrado. Esta combinação tática, altamente televisiva, pode agitar a classificação geral logo no primeiro dia.
O Contrarrelógio Individual (CRI) terá lugar na 3.ª etapa (20 de fevereiro), com 19,5 quilómetros entre Vilamoura e Quarteira, num traçado urbano que desafia os especialistas.
O desfecho da corrida será, tradicionalmente, no Alto do Malhão, na 5.ª etapa, mas com a novidade de uma dupla passagem integrada num circuito final de 45 quilómetros, prometendo uma batalha decisiva.
Duelo Luso-Espanhol: Almeida vs. Ayuso
O pelotão de luxo contará com 12 equipas WorldTour. Todas as atenções estarão centradas no aguardado confronto entre João Almeida (UAE Team Emirates-XRG), vice-campeão em 2025 e um dos principais candidatos à vitória final, e o espanhol Juan Ayuso (Lidl-Trek).
Este será o primeiro duelo entre os antigos colegas de equipa após a saída de Ayuso para a formação americana.
A UAE, que traz ainda os irmãos Rui e Ivo Oliveira e António Morgado, é apenas uma das gigantes em prova.
Estrelas como Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), o campeão mundial Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling Team), o contrarrelogista Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) e o sprinter Arnaud De Lie (Lotto Intermarché) engrossam a lista de favoritos.
Há ainda grande expectativa em torno do jovem francês Paul Seixas (Decathlon CMA CGM Team), apontado como uma das maiores promessas do ciclismo.
Um Produto Turístico de Valor Estratégico
Para além do espetáculo desportivo, a Volta ao Algarve reafirma-se como um pilar fundamental na promoção turística da região.
O evento, que em 2025 gerou um impacto global recorde de 36,5 milhões de euros, serve como uma “montra de excelência” para o destino, captando visitantes fora da época alta, segundo André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve.
A visibilidade global é garantida pela transmissão em direto na RTP2 e RTP Play, em Portugal, e pela distribuição internacional assegurada pela Warner Bros. Discovery através dos canais Eurosport e HBO Max, alcançando um público potencial de milhões de lares em 78 países.
O impacto mediático em 2025 superou os 27,9 milhões de euros, com a marca Algarve a obter um retorno superior a 24 milhões de euros.
Paralelamente, o Algarve Granfondo, a prova de participação popular, terá lugar em Lagos no dia 21 de fevereiro, com mais de 1.000 ciclistas amadores esperados para percorrerem os trilhos do interior algarvio, consolidando a ligação da região ao ciclismo.



